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Padre Antônio Vieira

"O ladrão que furta para comer, não vai, nem leva ao inferno; os que não só vão, mas levam, de que eu trato, são outros ladrões, de maior calibre e de mais alta esfera, os quais debaixo do mesmo nome e do mesmo predicamento, distingue muito bem S. Basílio Magno: Non est intelligendum fures esse solum bursarum incisores, vel latrocinantes in balneis; sed et qui duces legionum statuti, vel qui commisso sibi regimine civitatum, aut gentium, hoc quidem furtim tollunt, hoc vero vi et publice exigunt: Não são só ladrões, diz o santo, os que cortam bolsas ou espreitam os que se vão banhar, para lhes colher a roupa: os ladrões que mais própria e dignamente merecem este título são aqueles a quem os reis encomendam os exércitos e legiões, ou o governo das províncias, ou a administração das cidades, os quais já com manha, já com força, roubam e despojam os povos. — Os outros ladrões roubam um homem: estes roubam cidades e reinos; os outros furtam debaixo do seu risco: estes sem temor, nem perigo; os outros, se furtam, são enforcados: estes furtam e enforcam."(grifo meu)
Escrito por Drumond, Renato C. às 18h43
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Jeff Beck

Blow By Blow
nota: 8.0

Wired
Nota: 8.5
Com certeza um dos melhores e mais criativos guitarristas do mundo, Jeff Beck gravou pouco. Mas o pouco que gravou é bastante significativo. Nunca foi um guitar hero, sempre gostou de utilizar sua técnica em benefício da música. Nesses dois discos, a influência e preferência pelo fusion é perceptível mas, diferentemente do fusion da época, hoje esse crossover não soa datado. Logicamente que alguma coisa soa datada, alguns momentos musicais caem no cliché, mas esse não é o caráter dominante das composições, principalmente das versões, bastante inovadoras, principalmente a de "Goodbye Pork Pie Hat", do baixista Charles Mingus, com certeza uma das músicas onde a guitarra foi mais bem usada em toda sua curta vida. Ao contrário, parece apontar o futuro. As experiências de Beck não foram muito bem absorvidas pela posteridade. A massa sonora dos seus discos nos anos 70 confundem a cabeça do ouvinte, que não sabe como absorver tamanha intensidade sem perder nenhum momento importante.
Ouvir Jeff Beck hoje é abrir novas possibilidades para a apreciação de uma experiência sonora que, se sofreu com os excessos, principalmente nos anos 80, não signifca que deva ser abandonada. Seus discos antigos são mais "modernos" do que a maior parte da produção musical atual. Depois de quase duas décadas de inatividade, Jeff Beck voltou a gravar em 1999. Ainda não ouvi sua produção recente. Mas pretendo comentá-la futuramente nesse espaço.
Escrito por Drumond, Renato C. às 13h58
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Desejo para a o futuro da humanidade
Que se faça mar aquilo que é terra
e paz aquilo que hoje é guerra
Que aquilo que é ódio se transforme em amor
E os versos de blasfêmia sejam versos de louvor
Que se sinta ofendido o ofensor tanto quanto o ofendido
E se perdoe o pecador tanto quanto ele tenha se omitido
Que o desejo de justiça se concretize
E, se não se concretizar
Existirá mesmo assim satisfação
Se uma gota de água for encontrada entre os grãos de areia
E existir um pouco de paz no meio do conflito que nos rodeia
Escrito por Drumond, Renato C. às 19h14
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And the Oscar goes to

O Oscar premia o cinema americano. Ponto. Qualquer reclamação sobre a "predominância" de filmes americanos é chover no molhado. Ah, e se de quando em vez algum estrangeiro ganha destaque, é porque possui bom potencial de público, ou querem cooptar algum diretor estrangeiro para Hollywood.
Concentremos então nossa análise no cinema americano. Considerando que a maior parte dos filmes é feito para puro divertimento, e conseqüentemente excluídos da disputa, existe uma categoria especial de filmes que podemos classificar como "oscarizáveis". E por que os estúdios ligam para o Oscar? Não é melhor investir apenas em divertimento puro? Mas aí um problema aparece: os filmes sem maiores pretensões artísticas acabam em si mesmos, não possibilitam uma continuidade de explorar o sucesso nos outros anos. Filmes que, se quando dão certo garantem um ótimo público, quando falham são um desastre completo. Muitos nem pagam o próprio custeio. E onde entra o Oscar nessa história?
O Oscar funciona como farol. É ele que dá o aval de qualidade para um filme, um diretor, um ator. Qualquer crítica, e a de cinema não é exceção, se dedica principalmente àqueles que possuem um interesse particular naquela determinada área. Ou alguém pensa que os cadernos de cultura resenhando traduções feitas diretas do russo das obras de Dostoievsky atrairão quem quer ler o livro do momento?
Qualquer pessoa que ganhe o Oscar parece que recebe a garantia de que os projetos futuros terão a mesma qualidade que aquele pelo qual recebeu o prêmio. E como é uma festa interna da própria indústria cinematográfica, reúne o maior número de famosos por metro quadrado em qualquer evento que ocorra no mundo. Os fãs e admiradores de determinados artistas são atraídos a assistir a essa festa, e a partir dela descobrirem "novos talentos", que não precisam ser necessariamente desconhecidos, mas que não tinham atuado em nenhum grande papel de destaque até então. Logicamente que nem todos os astros de Hollywood precisam receber o Oscar para fazer sucesso: se encaixam nessa categoria principalmente atores que se destacam pela beleza ou pelo humor.
Normalmente filmes "oscarizáveis" são muito bem feitos, e possuem "ganchos" para a interpretação dos atores. Filme oscarizável nos lembra um disco do Pink Floyd fase pós Dark Side of the Moon: tudo é tão bem pensado que não possui defeitos de realização, tecnicamente impecável. Mas essa tecnicidade escessiva pode também cair facilmente em chatice e previsibilidade, pois a melhor maneira de não errar é não arriscar, se repetir.
Se observarmos os ganhadores do Oscar nos últimos anos, veremos uma tendência sendo formada do tipo de filme que pode ganhar. E isso tornará a premiação cada vezmais previsível. Um fato curioso é que o Oscar de melhor filme quase nunca vai para a melhor bilheteria, o que comprova o pensamento em financiar projetos futuros. De tempos em tempos, ocorre excessões, como Titanic e Lord of The Rings.
Encerro o texto com uma pergunta: vocês concordam com os prêmios desse ano? Ou acham que alguma grande injustiça foi cometida?
Escrito por Drumond, Renato C. às 19h04
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Uma proposta
Adaptar clássicos da humanidade em tempos passados. Como por exemplo, Hamlet ambientado no Egito de Ramsés II.
Escrito por Drumond, Renato C. às 21h16
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