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Elvin Jones(09/09/1927 - 18/05/2004)

Um dos 3 melhores bateristas do jazz, ao lado de Max Roach e Art Blakey. Não pode ser de modo algum esquecido, apesar de já ter sido em grande parte. Mas sua estrela ainda brilha, mesmo que ao lado de uma estrela maior(John Coltrane), mas ainda brilha com intensidade no registro dos discos.



Escrito por Drumond, Renato C. às 21h42
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Bad Brains

I Against I

Nota: 8.5

Esse disco pode ser chamado de clássico perdido dos anos 80. Quase ninguém o cita, mesmo nos meios teoricamente mais "sábios" da música pop. Tento a partir deste texto resgatar uma obra fundamental do rock americano.

Os Bad Brains era uma importante banda de hardcore de Washington, mas possuíam um detalhe curioso: seus integrantes eram negros. Por uma série de razões que apenas tangenciarei aqui, como o fato dos instrumentos do rock serem mais caros que os instrumentos comuns, os negros progressivamente se afastaram do estilo e passaram a fazer o que passou a ser denominado "black music": soul, funk, R & B, ou seja, música popular negra contemporânea. Mas Bad Brains nada tem a ver com essa vertente. O que eles querem tocar é rock, e o hardcore tinha se tornado um formato muito  "quadrado" para as suas ambições musicais.

Foi caminho natural de todas as bandas dos anos 80 desse estilo a estrapolação de sua forma: seja com Hüsker Du abrindo novas portas com "Zen Arcade" e reclhendo os cacos daquilo que sobrou da banda para produzir música pop, ou o Black Flag cada vez mais heavy e "quebrado" nos últimos discos, o rock resgatava uma complexidade perdida, mas agora colocada nos trilhos. Complexo e bem estruturado sim, mas de forma minimalista, sem exageros "progressivos" ou "regressivos".

O caminho do Bad Brains foi um pouco diferente: seu guitarrista, Doctor Know, tinha formação no fusion, e por isso o disco é muito, muito bem tocado, nenhum músico profissional faria melhor. O clima das músicas é como aquele líquido derretido de Terminator 2: o som se espalha e domina vocês de todos os lados. É como bater num metal e ele ressoasse: é compacto, duro, mas ao mesmo tempo vibra de uma maneira uniforme, se expandindo ao infinito. A guitarra conduz a música  como se cada acorde fosse o último som do mundo.

Alguns resquícios de hardcore são ouvidos aqui e ali, mas o que prevalece é a guitarra fusion, e o clima heavy das músicas, que não caem no formalismo do heavy metal pois o acorde ressoa, não é tão pesado a ponto de cair no chão. É um heavy líquido. Mas não é tão líquido para que tenha a fluidez do blues, que goteja por onde passa. Líquido, mas sem escorrer; pesado, mas sem impedir a liberdade. O equílibrio máximo. E a voz? Não é caricata, é emotiva, até mesmo com leves pitadas do reggae(mesmo que o reggae só esteja presente em algumas bases), o que acaba fazendo um contraponto entre o som pesado e vocal se aproximando do pop, como no emocore posterior, mas sem aquele som meloso simples. Aqui a melodia é construída através dos riffs seguros, da bateria quebrada, do baixo bem groove formando um túnel por onde o vocalista pode viajar com segurança. A massa sonora faz curvas, acelera(solos de guitarra), desacelera, chora(o "lamento" do refrão).

Emocore? Rock Melódico? Fusion? Um novo estilo Heavy? Cada música retrata um clima onde essar influências são sentidas. A pressa do hardcore é deixada de lado, deixam a música "fluir". E o fio desencapado da guitarra passa por ela como um raio elétrico, com efeitos fantásticos inimagináveis para o rock alternativo da época. Depois disso, o Bad Brains desapareceu. Não sei o que aconteceu, mas tudo que posso dizer é que só com esse disco eles justificaram a sua existência.



Escrito por Drumond, Renato C. às 21h54
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Deus e Moral

Ainda que existisse um Deus, ele não seria obrigatoriedade ética: sempre existiria a possibilidade de negar Seus desígnios. Ou, se não existisse esta possibilidade, então não existiria responsabilidade e a palavra ética perderia o seu valor.



Escrito por Drumond, Renato C. às 15h58
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