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BRASIL, Sudeste, NITEROI, Icaraí, Homem, de 15 a 19 anos, Portuguese, English, Livros, Música, Cinema ICQ - 161612721
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Joaquim Nabuco - A Escravidão Legitima o Comunismo
Dissemos que a escravidão era uma violação da propriedade; é mal é uma justificação do comunismo. Uma sociedade que a aceita é uma sociedade impossível diante de um povo, ávido e coerente. Quereis saber por que uma soberania que reconhece a escravidão; proclama a máxima de Proudhon - a propriedade é um roubo, além de demonstrar a segunda - a escravidão é um assassinato? A propriedade não é um roubo senão porque é um direito absoluto. Se a ocupação não é um direito absoluto, os primeiros ocupantes não tiveram direito às suas propriedades: logo, os herdeiros não o têm também.
Não se transmite o que se não tem. Em seguida a propriedade não é de direito natural e não pode ser mantida, como poderá ser mantido o principio da posse, que é uma criação da jurisprudência romana e que somente assenta sobre as conveniências do direito civil? Assim, não havendo a posse, não haveria a prescrição do direito de propriedade pelo fundamento da posse secular: os atuais proprietários não teriam domínio fundado, seria forçoso reivindicar a propriedade pública para a repartição pela comunhão. Se se dissesse que havia a respeitar-se a propriedade adquirida pelo trabalho, podia-se aceitar o fundamento e não se querendo saber se esse trabalho ativado e exercido sobre coisas alheias dava direito ao domínio delas, e respeitá-lo, como permanente, o título. Isso pouco prejudicaria à grande liquidação pública: bastava que através de uma devassa sem nome, como devia ser essa, se abrangesse o passado e se liquidassem os domínios que vieram da ocupação primitiva, por meio de heranças, doaçóes, substituiçóes, etc. para ter organizado a catástrofe e abalado as bases da sociedade, precipitando-a, ou, na guerra civil, ou, na dissolução. Antes que se cobrasse o enorme ativo dos miseráveis e proletários, a fome entraria pelas portas desguarnecidas pelo trabalho e devastaria os credores e devedores dessa grande massa falida: a propriedade de mais de cinqüenta séculos. Eis os efeitos de se não chamar a propriedade um direito absoluto: é o quadro da ascensão do comunismo nos dias de hoje ou em séculos próximos ao nosso, não sabendo nós a que forma de governo, e muitos menos de organização da propriedade a perfectibilidade da humanidade a encaminha. Ora, uma sociedade que tem a escravidão, como argumenta a respeito do direito de propriedade? Ou há de chamá-lo relativo ou absoluto. O que é direito absoluto? É o direito originário da alma, direito com que ela nasce, que ela pode exercitar na sociedade ou fora, direito que existe substancialmente nela, e que é a garantia moral do exercício de suas faculdades e aptidóes. Direito relativo e mais propriamente derivado é aquele que a organização da sociedade nos dá, e que em alguns casos não pode deixar de nos dar: como em outros, sua aquisição por nós faz com que devam ser respeitados como os nossos próprios direitos absolutos, porque a justiça, a equidade, o ideal do direito dão-lhes na contingência da sociedade o caráter de absolutos: esses o são pelas relaçóes necessárias da sociedade, os outros por nossa própria natureza: estes são absolutos na origem e na duração, os outros precisam de ser adquiridos para ficarem com a duração ilimitável: uns e outros são absolutos em sua extensão. Assim há de a sociedade chamar o direito de propriedade ou absoluto ou derivado. Pode chamá-lo absoluto à vista da definição do termo? Não: se fosse absoluto seria universal. Se viesse da alma, só se poderia negá-lo ao escravo por este não tê-la. Deve portanto chamá-lo relativo, ou absoluto, na hipótese de dizer que o escravo não tem alma. E não precisa esta argumentação: basta outra. A lei que tira a propriedade a um milhão de homens não a julga um direito inalienável, originário, imprescritível, logo não a julga um direito absoluto. Quanto a dizer que o escravo não tem alma, seria dado à lei dizê-lo se não desse aos libertos direitos políticos, para os quais é preciso antes de tudo a alma, a menos que eles possam ser exercitados, na comunhão brasileira, por entes irracionais. Assim, não há direitos absolutos para a sociedade: nem o da liberdade, que ela rouba nem o da igualdade, nem o da segurança, nem o da propriedade. Ora, num país, como a França, um povo coerente argumentaria assim: "se a propriedade não é um direito absoluto do homem, vós proprietários roubais; mostrai-nos a prova legal, o título do pacto entre vós e nós pelo qual renunciamos, nós, sociedade, nós comunhão aos bens da comunhão", e a sociedade lhe responderia, como responde vitoriosamente hoje: "não, não podeis liquidar a propriedade, que vem de um direito absoluto". E eles dir-lhe-iam então para que tendes escravos, como tendes escravos, se roubais a propriedade a um indivíduo como a um milhão não a considerais um direito, natural, um direito absoluto". Eis como o comunismo raciocinaria sobre a propriedade em uma sociedade de escravos. Estamos pois assim colocados: a escravidão, negação do direito de propriedade, pode não desaparecer com proveito para esse direito, porque autoriza e forma no Brasil uma opinião francesa, uma seita que talvez se apresente para vingar os escravos nos proprietários: o comunismo.
Escrito por Drumond, Renato C. às 23h39
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Um novo começo
Desintoxicar. É disso que preciso, mais uma vez, para renascer intelectualmente. Desintoxicar e estudar. Não todos os assuntos, mas aqueles que mais me interessam e que são condições necessárias para um debate inteligente e saudável. Desintoxicar, estudar e selecionar. Não ler qualquer coisas, mas veículos sérios que possam contribuir para um aumento de conhecimento, evitando fofocas internéticas, factóides e bla-bla-bla acadêmico. Desintoxicar, estudar, selecionar e desligar a televisão. No more tv!!!!Desintoxicar, estudar, selecionar, desligar a televisão e colocar os pensamentos em ordem. Não temer tanto a sistematização do conhecimento, desrespeitar um pouco o adversário(criticar o pensamento é sim uma crítica pessoal, mas válida se a pessoa estiver disposta a ser criticada). Desintoxicar, estudar, selecionar, desligar a televisão, colocar os pensamentos em ordem e ser disciplinado. Criar e seguir uma rotina saudável, e não apenas um amontoado de atividades impossíveis de serem executadas.
É com esse mantra de renovação que retomo o blog e retomo o ato de pensar. Atualização diária, promessa de ateu(portanto, se você acredita que ateu é necessariamente imoral, então já viu que este não é o seu lugar, o seu lugar é aqui http://www.montfort.org.br/) *.
Logicamente eu não entendo nada de religião. Mas também quem diz entender de religião também não entende o suficiente, pois como disse Simone Weil:
"There are two atheisms of which one is a purification of the notion of God."
“Religion in so far as it is a source of consolation is a hindrance to true faith; and in this sense atheism is a purification. I have to be an atheist with that part of myself which is not made for God. Among those in whom the supernatural part of themselves has not been awakened, the atheists are right and the believers wrong.”
“Rome is the Great Beast of atheism and materialism, adoriing nothing but itself. Israel is the Great Beast of religion. Neither one nor the other is likable. The Great Beast is always repulsive.”
Mas eu não entendo nada, não sei de nada.
Escrito por Drumond, Renato C. às 00h19
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